O futuro da mobilidade é autônomo, conectado, elétrico e compartilhado

É fácil ver que a nossa rotina mudou com a vinda do Uber, da Rappi, das patinetes elétricas e bicicletas compartilhadas nas grandes cidades.

A seguir vamos nos aprofundar no conceito do futuro da mobilidade, para entender o quanto os avanços nesse setor caminham para transformações na nossa locomoção diária, que será elétrica.

O professor Stefan Heck, da Universidade de Stanford, usa o ACES como um modelo convincente para o futuro da mobilidade.

O futuro da mobilidade urbana é ACES: autônomo (autonomous), conectado (connected), elétrico (electric) e compartilhado (shared).

Autônomo

O veículo autônomo é qualquer veículo terrestre com capacidade de transporte de pessoas ou objetos sem a utilização de um condutor humano. Seu principal objetivo é ter um conjunto de tecnologias de sensores, de sistemas de controle para sensoriar o ambiente, determinar as melhores opções de rota, velocidade, e executar estas ações de forma mais segura e confiável do que poderia ser realizada por um condutor humano.

Hoje se você precisar de uma carona, o aplicativo da Uber pode agendar uma corrida para você. Na Pensilvânia, se o Uber for um Ford Fusion híbrido, você será conduzido por um motorista autônomo. O CEO da Uber, Travis Kalanick, vê seu futuro em veículos autônomos.

Algoritmos de inteligência artificial assumirão o controle de frotas autônomas durante o horário de pico, direcionando-as para os lugares certos, nos momentos certos.

Depois de analisar os dados de 3 milhões de viagens de táxi, o MIT calculou que 2.000 vans sob demanda para 10 pessoas na cidade de Nova York poderiam substituir 14.000 táxis. Os pesquisadores do MIT também estimam que o uso bem-sucedido de aplicativos de compartilhamento de carona, como Uber e Lyft, poderia reduzir o número de veículos na estrada em 75%, sem diminuir a velocidade das viagens.

Conectado

Os meios de locomoção conectados se tornaram plataformas de informações poderosas que proporcionam melhores experiências aos motoristas. Hoje as informações que os aplicativos de rotas oferecem para as pessoas envolvem uma série de novas experiências, cada vez mais aprimoradas pela inteligência artificial e interfaces intuitivas que superam em muito as capacidades atuais.

O que importa são as pessoas conectadas que usam um aplicativo para serem guiadas por serviços interconectados, fazendo o melhor uso do trem, transporte público, serviços sob demanda e algumas caminhadas saudáveis.

Elétrico

O ganho de eficiência energética com veículos elétricos é enorme. A comparação dos dados que Heck cita é que um motor elétrico é cerca de 85% eficiente em comparação com um motor de combustão interna que é apenas cerca de 30% eficiente.

O meio de locomoção elétrico é provavelmente duas vezes mais eficiente em termos energéticos e cria muito menos poluição e gases de efeito estufa. Com a tecnologia da bateria avançando constantemente, os veículos totalmente elétricos estão se tornando mais competitivos em termos de custo.

De patinetes elétricas a ônibus elétricos, estamos encerrando nossa dependência de combustíveis com base em petróleo para sistemas de acionamento com 15% de eficiência e fazendo a transição para energia renovável, alimentando sistemas de acionamento elétrico com 90% de eficiência. À medida que eletrificamos, continuaremos a cair para zero, e a mobilidade será movida a energia eólica e solar em sua maioria.

Compartilhado

Há anos usamos a mobilidade compartilhada nas cidades quando andamos de ônibus, trem e opções sob demanda, como Uber, táxis, vans, ônibus, aluguel de carros e compartilhamento de carros. A maioria das grandes cidades possui sistemas de metrô e ônibus que permitem que as pessoas viajem mais rapidamente.

A mobilidade deve ser compartilhada e inteligente. A mobilidade, especialmente nas cidades, precisa se tornar mais inteligente para se tornar sustentável. As cidades devem combinar os vários modos de locomoção: bicicletas, patinetes, motos, carros, transporte público, e caminhada com sistemas de transporte integrados para combater congestionamentos e poluição e aumentar a qualidade de vida.

Segundo a McKinsey, 2019 foi o ano de muitas cidades anunciarem suas visões de mobilidade, incluindo a micromobilidade. A estimativa do mercado de micromobilidade compartilhada na China, União Europeia e Estados Unidos é de US$ 300 bilhões a US$ 500 bilhões em 2030. Seria um quarto (1/4) do nosso potencial de mercado compartilhado de direção autônoma global previsto de aproximadamente US $ 1.600 bilhões em 2030.

E, com isso, as principais cidades já estão usando o ACES – mobilidade autônoma, conectada, elétrica e compartilhada.

O que podemos ver é que hoje, nenhuma cidade é 100% ACES. Mas amanhã, o ACES estará no coração das smart cities.

 

Referências

 

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