Como a mobilidade após o isolamento pode ser mais segura, saudável e econômica?

Nós estamos vivendo um momento único: a transformação de nossas rotinas por conta de uma pandemia que veio colocar em xeque nossa saúde e economia. Você já pensou que essa situação também traz mudanças que vão permanecer e nos transformar quando o isolamento acabar?

E o mais importante: como faremos para transitar após a quarentena?

“A vida depois do vírus será diferente”, contou ao site Newsday a professora da Escola de Negócios da Universidade de Nova York, Amy Webb. “Temos uma escolha a fazer: queremos confrontar crenças e fazer mudanças significativas para o futuro ou simplesmente preservar o status quo?”

Algumas tendências importantes que impactam a mobilidade urbana estão ficando evidentes – ou será que somente aceleradas? Vamos acompanhar algumas delas.

ECONOMIA

“Provavelmente a maioria das economias demorará de dois a três anos para voltar aos níveis de produção que tinha antes da epidemia”, diz a consultoria IHS Markit. As pessoas vão rever seus hábitos de consumo, tanto por conta da crise financeira, tanto por enxergarem que conseguem viver bem diminuindo seus gastos.

MAIS ESPAÇO PARA A PRÁTICA DO DISTANCIAMENTO SOCIAL

A cidade de Oakland, por exemplo, planeja abrir aproximadamente 120 quilômetros de ruas para ciclistas e pedestres. Com o objetivo de que as pessoas possam sair e fazer exercícios com amplo espaço para distanciamento social durante a pandemia do COVID-19.

Isso representa uma grande vitória para os defensores do movimento das ruas seguras e habitáveis, que vêm pressionando as cidades da área da baía há tempos. As ruas serão designadas como “slow streets”, de acordo com Alexandria McBride, assistente do administrador da cidade/chefe de resiliência de Oakland.

SAÚDE & BEM-ESTAR

O epidemiologista da Universidade de Harvard, Marc Lipsitch, disse ao The Wall Street Journal que prevê o contágio de 40% a 70% da população adulta em um ano.

Quando o isolamento acabar, a busca por se proteger do contágio e fortalecer a saúde aumentará. Vai ser preciso repensar a rotina para manter o foco na saúde e no bem-estar, tanto em termos de alimentação quanto de atividade física.

Visto isso, queremos te mostrar que a mobilidade pós isolamento pode ser segura, saudável, econômica e ainda trazer benefícios ao meio ambiente.

COMO ISSO É POSSÍVEL?

Simples: a mobilidade elétrica individual traz todos esses benefícios. As bicicletas, patinetes, scooters e motos elétricas vieram para ser nossos principais aliados.

FAÇA UMA VIAGEM SEGURA

O uso dos veículos elétricos leves nos deslocamentos diminui aglomerações no transporte público e, portanto, diminui também o risco do contágio pela proximidade.

Ao ar livre, sozinho, você se protegerá e fará o mesmo com as outras pessoas, já que dessa forma se mantem o distanciamento social necessário.

Lembrando que em todos os casos, são necessárias medidas de segurança em relação à saúde, principalmente ao retornar para casa. Veículos elétricos leves, capacete, protetores, roupas, sapatilhas devem ser limpos.

SAUDÁVEL

O relaxamento proporcionado por uma atividade ao ar livre traz bem-estar, ainda mais se feito em conjunto com certo esforço físico.

As pessoas que aderem a esse novo estilo de vida economizam em média 19 minutos por dia, o equivalente a seis horas livres por mês. No caso das viagens pedaláveis de carro, 26% delas seriam mais rápidas de bicicleta, com uma economia diária de 9 minutos.

Fora a economia de 13% (R$ 34 milhões) por ano no Sistema Único de Saúde com internações por doenças cardiovasculares e diabetes.

ECONÔMICA

Trocar o carro por uma bicicleta, por exemplo, traz economia de até R$ 451 ao mês.

O estudo “Impacto Social do Uso da Bicicleta em São Paulo”, realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), a pedido do Itaú Unibanco apontou os benefícios das bicicletas para a saúde, meio ambiente e economia.

A economia mensal é bastante significativa: R$ 160 para quem usa ônibus e R$ 451 para quem usa carro. Os valores foram calculados com base na tarifa (R$ 4,40), multiplicada por 20 dias úteis, e do gasto com automóvel no mesmo período.

Por isso, recorrer a veículos elétricos leves para ir ao trabalho ou ao mercado, a fim de usar um transporte individual que privilegia o ar livre e também não gera gasto com combustível é o ideal – também útil em um período em que profissionais autônomos e informais podem baixar sua renda consideravelmente.

TRAGA BENEFÍCIOS PARA O MEIO AMBIENTE

Os veículos elétricos estão ganhando espaço e relevância nas políticas nacionais e internacionais, uma vez que reduzem a poluição e possuem maior eficiência energética. Enquanto os veículos a combustão têm, em média, 25% de eficiência, os veículos elétricos possuem cerca de 85%. Ou seja, o custo de mobilidade é um terço menor do que aquele apresentado pelos veículos à combustão.

O desenvolvimento da mobilidade elétrica e o uso exponencial desse tipo de veículo individual, portanto, podem trazer benefícios associados que vão além do setor de transportes que, embora não resolvem completamento os problemas de congestionamento, se concentram em contribuir para a descarbonização do setor, que atualmente demanda cerca de 70% da energia proveniente de combustíveis fósseis, de acordo com a IAE.

E agora é hora de se planejar para voltar a rotina, certo?

Se nós da Infra Solar pudermos te ajudar com suas dúvidas sobre veículos elétricos leves para melhorar sua mobilidade, será um prazer.

 

Referências

COMO O CORONAVÍRUS VAI MUDAR NOSSAS VIDAS: 10 TENDÊNCIAS PARA O MUNDO PÓS-PANDEMIA. A vida no centro. Disponível em: <https://avidanocentro.com.br/blogs/tendencias-mundo-pos-pandemia/>. Acesso em 16 de abril de 2020.

Trocar carro por bike em SP traz economia de até R$ 451 ao mês. Catraca Livre. Disponível em: <https://catracalivre.com.br/cidadania/carro-bike-sp-economia-r-451/>. Acesso em 16 de abril de 2020.

Oakland to Open 74 Miles of Streets for Walkers and Cyclists. Street Blog SF. Disponível em: <https://sf.streetsblog.org/2020/04/10/oakland-to-open-74-miles-of-streets-for-safe-biking-and-recreation>. Acesso em 16 de abril de 2020.

Como será a economia após o coronavírus. Brasil El País. Disponível em: <https://brasil.elpais.com/economia/2020-04-13/como-sera-a-economia-apos-o-coronavirus.html>. Acesso em 16 de abril de 2020.

Como manter o foco no bem-estar em tempos de confinamento. O Globo. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/como-manter-foco-no-bem-estar-em-tempos-de-confinamento-24372807>. Acesso em 16 de abril de 2020.

 

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