Se a cidade de São Paulo passasse a ter a mesma poluição de Curitiba a expectativa de vida aumentaria em 3,5 anos dos paulistanos. Ou seja, a mobilidade urbana não é apenas uma questão de deslocamento na cidade, é uma questão de saúde pública. Muitos fatores contribuem para a poluição nas grandes cidades, incluindo indústrias poluidoras e a emissão de gases dos motores a combustão de carros, caminhões e ônibus.

Expandir a malha viária das cidades para comportar mais carros agrava o problema, a solução é a mudança de comportamento das pessoas em optar por meios de locomoção menos poluidores e compartilhados. Neste contexto, os veículos elétricos, principalmente os de transporte individual, como bicicletas e patinetes elétricos, ganham enorme importância no cenário urbano.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, em 2005, um documento que define os parâmetros de qualidade do ar. As evidências científicas mostram que níveis elevados de materiais particulados (PM), ozônio (O3), dióxido de nitrogênio (NO2) e dióxido de enxofre (SO2) na atmosfera são prejudiciais à saúde. A matéria particulada, formada principalmente por sulfato de sódio, nitratos, amônia, cloreto de sódio, carbono preto, pó mineral e água, afeta mais pessoas que qualquer outro poluente, pois consiste em uma mistura complexa de partículas sólidas e líquidas de substâncias orgânicas e inorgânicas, suspendidas no ar.

A cidade de São Paulo registra 25 microgramas por metro cúbico de partículas finas, enquanto a cidade de Curitiba registra 14 microgramas por metro cúbico. Esta diferença, reduz a expectativa de vida do paulistano em 3,5 anos, em relação aos curitibanos. Outra comparação interessante é que indivíduos que param de fumar aumentam sua expectativa de vida em 7 anos. Fumar é uma opção de cada um, respirar o ar poluído é compulsório e afeta motoristas e pedestres, indistintamente. Por isso, a redução da poluição nas cidades é um deve do Estado para proteger a vida dos cidadãos.

O governo deve agir em várias frentes para reduzir a poluição, entretanto, não terá sucesso sem o engajamento dos cidadãos. O governo pode restringir, mas não proibir que as pessoas usem carros. A adoção de novos hábitos depende de cada um. Por outro lado, deve existir um leque de opções de transporte urbano que incentive o uso de outros modais de transporte, com confiabilidade, rapidez e conforto.

As bicicletas e patinetes elétricos estão se tornando uma opção viável para substituir carros e transportes coletivos em regiões de grande concentração de pessoas, principalmente em regiões altamente densas com prédios de escritórios.

Os novos serviços de compartilhamento de veículos elétricos geram desafios, como a recarga das baterias e logística de dispor dos veículos nos locais de maior demanda.

A Infra Solar assumiu para si a responsabilidade de enfrentar os desafios para todas as operadoras de veículos elétricos, com soluções de carregamento de baterias em campo e em locais de grande demanda e, com uma infraestrutura logística para reposicionamento de patinetes e bicicletas. Desta forma, a Infra Solar contribui de forma concentrada e eficaz para a melhoria de vida dos cidadãos.

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