Com as interdições das pontes na cidade de São Paulo e a maior oferta de serviços de mobilidade compartilhada, a expectativa é que os carros particulares deixem de circular na cidade e novos hábitos de mobilidade urbana venham para a cidade. O desafio será regulamentar e abrir mais espaço para os novos serviços de compartilhamento e veículos individuais, principalmente os elétricos.

A partir de novembro de 2018, o trânsito na Marginal Pinheiros, em São Paulo, encontrou-se em colapso pela interdição de uma ponte que cedeu. Em janeiro de 2019, outra ponte na região norte da cidade foi interditada devido ao rompimento de uma viga. Vistorias em outras pontes na cidade indicam risco de colapso em outras seis pontes na cidade. Estas pontes fazem parte das principais arteriais de trânsito na cidade e, se for necessária a interdição de mais pontes, os hábitos dos paulistanos e visitantes terá que mudar radicalmente.

Estes acontecimentos mostram um fato evidente: as cidades foram construídas e modificadas pensando apenas nos carros. Mais recentemente, vias foram adaptadas para facilitar a circulação de ônibus. Novas regulamentações tiraram os grandes caminhões das áreas urbanas em horários de grande movimento de carros e restringiram a distribuição de cargas apenas para veículos menores.

Hoje, nossas avenidas são ocupadas, na sua grande maioria, por carros cada vez maiores com baixa ocupação. Muitas vezes apenas pelo motorista.

Já há algum tempo, os jovens vêm dando um excelente exemplo, optando por não comprar um carro ou deixando o carro em casa, indo trabalhar usando transporte coletivo ou serviços de transporte compartilhado, como o Uber e Cabify. Novos serviços estão sendo lançados, como o serviço do Waze de compartilhamento de rotas com amigos, ampliando e reduzindo custos de viagens.

Outros que, racionalmente, moram perto do trabalho usam bicicletas ou patinetes, aliás, cada vez mais sofisticadas e atraentes. Seguindo a tendência, novos serviços de compartilhamento de bicicletas e patinetes foram criados, alguns serviços pagos com motorização elétrica.

Alguns serviços são tão descolados e inovadores que o usuário pode pegar a bicicleta ou a patinete em um local, liberar seu uso por um aplicativo no celular pagando por minuto com o cartão de crédito e, larga-lo em qualquer lugar no seu destino final.

Nos centros urbanos, os serviços de compartilhamento de bicicletas e patinetes funcionam para descolamentos na “última milha”, em inglês last mile.

Uma situação típica é uma pessoa, se mora distante de uma estação de trem ou metrô, pega seu carro, vai até um estacionamento próximo da estação, pega o trem ou metrô, desembarca na estação próxima ao seu trabalho e aluga uma bicicleta ou patinete até o seu trabalho, largando a bicicleta ou patinete na frente do prédio.

Se esta moda pegar, e acredito que pegue, teremos que repensar a infraestrutura viária das cidades, adaptando-as aos “pequenos dispositivos de mobilidade elétricos” e aos serviços compartilhados.

Isto nos remete a pensar na substituição do combustível fóssil e poluidor dos carros pela energia elétrica. Teremos melhores índices de qualidade do ar com a redução da emissão de gases do efeito estufa e passaremos a sentir os aromas das flores na primavera.

A mudança de hábitos deve acontecer com um bom planejamento urbano, para evitar a busca frenética por uma tomada de recarga das baterias das bicicletas e patinetes, a exemplo que acontece com os celulares atualmente.

Se antecipando a este novo cenário de mobilidade urbana, a Infra Solar desenvolveu uma solução de recarga móvel de bicicletas e patinetes. A solução faz uma carga rápida nas baterias das bicicletas e patinetes suficientes para os usuários usarem na “última milha” e posteriormente, em horários de menor demanda, completando a carga das baterias. A solução da Infra Solar usa energia fotovoltaica e limpa para gerar energia, contribuindo ainda mais para a proteção do meio ambiente.

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