Apagão de 2021 se aproxima: como se prevenir?

Após o governo emitir um alerta sobre risco hídrico, especialistas não descartam o risco de apagão elétrico no país.

“É difícil de afirmar se vai ter apagão ou falta de energia [no segundo semestre], mas que o risco está muito alto, não tenha dúvida quanto a isso”, afirma Adriano Pires, fundador e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) e um dos maiores especialistas em energia do país.

Vinte anos após a maior crise energética do Brasil, o episódio lembrado até hoje como “apagão de 2001” por conta de blecautes que ocorreram, o país se vê novamente com a chegada de uma crise hídrica que ameaça tomar as mesmas proporções. Assim, ameaçando o fornecimento de energia no segundo semestre de 2021.

Com a chegada do período de estiagem na maior parte do país, os reservatórios de água que concentram algumas das principais hidrelétricas sofrem grade queda, o que torna a produção energética mais difícil e cara. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a escassez de chuvas no país para a geração de energia é a pior em 91 anos.

Marcelo Seluchi, meteorologista do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), explica sobre esse recorde de escassez. Segundo ele, “a vazão média dos rios mais importantes para gerar energia é a mais baixa em 91 anos. Esse dado não é sobre seca e, sim, sobre essa vazão. A bacia do Rio Paraná, por exemplo, está muito baixa, sendo uma das mais importantes para a geração de energia. Estamos em uma sequência de anos bem secos, estamos no oitavo ano consecutivo em que a estação chuvosa é muito abaixo da média”.

“Diferentemente de outras secas, essa não foi tão severa como a de 2014, porém foi generalizada. Estamos nessa situação porque tivemos muitos anos consecutivos com chuvas abaixo da média e, nos últimos oito anos, este foi o ano com menor volume de chuvas. O sistema hídrico do país está em uma situação complicada”, ressalta Marcelo.

O país deve enfrentar dois problemas centrais no segundo semestre de 2021: um possível déficit de potência, que poderia gerar um corte de carga, com risco de cidades enfrentarem cortes de energia pela falta de potência para atender horários de pico de consumo; e um déficit energético, que seria um problema semelhante à crise que provocou o apagão energético de 2001.

A energia vai ficar mais cara

O aumento da conta de energia para os consumidores se deve também à dependência do Brasil das matrizes de energia hidrelétricas. Cerca de 63% dos recursos energéticos são provenientes dessas matrizes, além disso, a utilização de outras fontes de energia a curto prazo são opções mais caras, resultando em preços mais altos nas contas.

O Ministério de Minas e Energia estima que, este ano, o acionamento de termelétricas resultará em um custo de R$ 9 bilhões ao consumidor, que deverá ser repassado no ano que vem, com um aumento de 5% no total da tarifa de luz.

“É mais um peso nas costas do cidadão e do setor produtivo. O resultado recai sobre o consumidor brasileiro, que paga uma taxa cara de energia. Soma-se o aumento da inflação, preços altos do gás e da gasolina, mais uma notícia ruim para a economia”, analisa Riezo Almeida, coordenador de graduação em economia, gestão pública e financeira no Iesb.

O que fazer para se prevenir e não parar a operação?

Para o economista e pesquisador da Unicamp Felipe Queiroz falta, ainda, uma mentalidade de investimento em alternativas viáveis à geração de energia por meio de hidrelétricas, para evitar crises como esta. “A alternativa, depois que a crise está instalada, é quase como enxugar gelo. Por isso, devemos questionar qual é, realmente, a verdadeira alternativa. É preciso ter planejamento energético e mudança da matriz elétrica brasileira, com investimentos em energia limpa, com a energia solar e a energia eólica”, pontuou.

Com o aumento da conta de luz, o custo de operação das empresas sobe, impactando na lucratividade.

Assim, a Infra Solar separou 3 pontos importantes para reduzir custos com energia elétrica e produzir a própria energia, para não sofrer com um possível apagão. São eles:

1. Gestão de Energia com análise preditiva

A Infra Solar utiliza Inteligência Artificial para modelar operações eficientes, detectar anomalias, prever oportunidades de economia de energia e ajudar empresas a agir em tempo real com a plataforma de gestão de energia.

Coloque seus dados de energia em nosso algoritmo e saiba quais pontos são oportunidades antes escondidas dos olhos humanos e que podem gerar redução de custos e prever picos de energia. Além de ser possível identificar com precisão os picos de energia e pedir o devido ressarcimento para a provedora de energia.

2. Diagnóstico Energético

Identifique, de forma simples e rápida, oportunidades de redução de custo com energia de forma totalmente online e sem necessidade de investimento em equipamentos. Desta forma, é possível fazer uma análise geral na operação de uma empresa e saber quais pontos podem levar a uma redução de custos.

3. Energia Solar Fotovoltaica

Investimento que não depende de água ou combustíveis é a energia solar fotovoltaica. Os sistemas de energia solar duram em média 25 anos e tem manutenção mínima ou quase nenhuma. Além de coletar dados importantes de sustentabilidade para o relatório anual das empresas, valorizando a marca.

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Referências

https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2021/06/4931467-entenda-a-crise-hidrica-que-ameaca-o-fornecimento-de-energia.html

https://www.agazeta.com.br/editorial/crise-energetica-prevista-para-2021-nao-pode-repetir-os-erros-de-2001-0621

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